quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Imprensa Crucifica Padre


Nas últimas três semanas, acompanhamos um verdadeiro fenômeno midiático: a súbita e inexplicável transformação do padre Júlio Lancellotti, de vítima de uma pequena quadrilha de delinqüentes, em terrível criminoso de pedofilia e desvio de dinheiro da comunidade.
Grande parte da imprensa condenou o sacerdote em suas manchetes sem qualquer respaldo da Justiça, proferindo sentenças como estas: "Ex-interno diz que fazia sexo por dinheiro com padre"; "Igreja blinda padre e se protege"; "Padre Júlio passa de vítima a réu"; "Batista teria conhecido e iniciado um relacionamento amoroso com o padre na instituição"; "‘Eles chegaram a ter relações sexuais dentro da igreja’, disse o advogado de Batista".


Eu não sabia dessa reportagem e não tinha conhecimento do assunto, lendo a matéria no site Observatório da Imprensa, fiquei indignada com o que as pessoas são capazes de fazer em busca de repercussão jornalística e venda dos seus jornais, isso é passar por cima da ética profissional e se rebaixar a pior classe de pessoas. Acusar um religioso de pedofília e desvios de verba da comunidade sem pensar nas consequências que isso pode trazer pra vida de alguém é algo muito grave, como é que fica agora a imagem desse padre perante seu rebanho ?, por mais que se prove o contrário, ele nunca mais terá a mesma credibilidade de antes, haverá sempre alguém pra dizer que onde há fumaça, há fogo ! Eu sou católica, mais não estou aqui para defender ou acusar a igreja , sei que há vários casos de padres quebraram o celibato e envergonharam a igreja, sei que eles não são santos e que erram a todo instante, mais daí uma rede de jornais ir à público e acabar com a imagem dele (padre Júlio Lancellotti), apenas porque a notícia de um padre pedófilo vende mais do que a de um rebelde da Febem, isso é não ter nenhum respeito com o próximo e não pensar nem um pouco no inferno que viraria a vida dele. É muito triste ver que acontecem coisas desse tipo, é de desacreditar totalmente no ser humano, é decepcionante.

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=459IMQ006

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